De acordo com Odierno, os atuais 96 mil soldados americanos serão mantidos até maio. A partir daí, o contingente será reduzido, chegando a 50 mil no início de setembro. As tropas supostamente deixarão a missão de combate, concentrando-se no treinamento das Forças Armadas iraquianas, que já somam 197 mil homens. Finalmente, todos os soldados devem sair até o fim de 2011.
Hoje, os soldados americanos já não são visíveis em Bagdá. Foram completamente substituídos por militares e policiais iraquianos, que utilizam veículos blindados Humvees e fuzis M-4 e M-16, como os empregados pelo Exército americano, embora muitos ainda empunhem os velhos AK-47. Helicópteros sobrevoam constantemente a capital, muitos tripulados por militares iraquianos. Os americanos continuam presentes nas estradas e no interior do país.
A retirada foi promessa da campanha do presidente Barack Obama em 2008, que considera que os Estados Unidos devem concentrar seus esforços na luta contra a Al-Qaeda e o Taleban, no Afeganistão e Paquistão. Mas o plano de retirada pareceu ameaçado nos últimos seis meses, quando os atentados a bomba voltaram a recrudescer, aparentemente por causa da aproximação das eleições parlamentares de domingo.
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