A noção de que Ahmadinejad foi o único bom governante atravessa as gerações. "Todos os outros foram ladrões e corruptos", diz Golam Hossein Kermani, de 72 anos. "Ele enfrentou (o ex-presidente Ali Akbar Hashemi) Rafsanjani e mostrou que ele é corrupto." Além disso, interpreta Kermani, Ahmadinejad foi à Assembléia-Geral da ONU e disse: "Vocês são todos racistas. Todos trabalham para Israel."
Duas mulheres que não quiseram identificar-se contaram que seus filhos, de 20 a 30 anos de idade, receberam cada um o equivalente a R$ 13 mil em créditos para reparar suas casas e fazer melhorias em suas pequenas propriedades, na zona rural. "Deus ajude o presidente", agradeceram elas, saindo da seção eleitoral do Santuário de Shazde Abdul Azim Hassani, um grande complexo que atrai os fiéis às sextas-feiras.
Viúva e mãe de cinco garotas pequenas, Massume, de 44 anos, que não quis dizer seu sobrenome, contou que recebe R$ 140 por mês em ajuda do governo. "Gosto de Ahmadinejad porque ele cumpriu suas promessas", disse o metalúrgico Bahman Sheikh, de 23 anos. "Eu estava desempregado, e no governo dele arranjei emprego numa fábrica."
"Neste mundo, não se pode dizer que alguém é perfeito", disse outra eleitora de Ahmadinejad, de 55 anos, que não quis identificar-se, como as outras vestindo chador - que cobre da cabeça aos pés - preto. À pergunta sobre por que vota nele, ela respondeu: "O Islã é a coisa mais importante para todo muçulmano."
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