Israel bombardeou usina até parar de funcionar, afirma guarda

Falta de energia compromete também abastecimento de água

ZAHRA, Faixa de Gaza - Quatro técnicos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP, na sigla em inglês) aproveitaram a trégua ontem para inspecionar os danos causados por bombardeios à usina de geração de eletricidade em Zahra, 20 km ao sul de Gaza. “Viemos ver o que é necessário para colocá-la para funcionar”, disse uma integrante da equipe. A falta de energia compromete também a distribuição de água, que depende de bombas elétricas. Os três tanques de diesel que abasteciam a usina, com capacidade para 5 milhões de litros, foram danificados. De acordo com um dos guardas que diz ter presenciado os ataques, eles ocorreram durante vários dias, e com  tanques e helicópteros Apache. “Só quando a usina parou de funcionar pararam de atacar”, afirmou o guarda. Dos 210 megawatts de energia elétrica consumidos diariamente pela Faixa de Gaza, 60 megawatts (28%) vinham dessa usina, segundo o diretor da companhia de distribuição de eletricidade, Ramzi Hamada. Outros 120 megawatts vinham de Israel, mas, das dez linhas de transmissão, somente entre uma e três estão funcionando. As outras também foram rompidas por bombardeios. Os restantes 30 megawatts vêm do Egito e abastecem a cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.  Publicado em O Estadão. Copyright: Grupo Estado. Todos os direitos reservados.